quinta-feira, abril 19, 2007
segunda-feira, julho 10, 2006
Texto da Dra Maria Helena Padrão, para a apresentação do meu livro no Clube Literário do Porto
Hugo santos: vinte e oito anos. Um escritor novo, uma escrita nova.
A todo o instante altera-se o mundo
A todo o instante altera-se a ideia que do mundo se tem
A todo o momento pode acontecer a catástrofe
A catástrofe pode eclodir a qualquer instante
Não se sabe o que nos reserva o futuro
A catástrofe está algures. Nalgum sítio se esconde.
O guarda-redes foi rápido nos seus reflexos e fez uma defesa espectacular. Minutos antes era um filho da puta.
A menina-baloiço que está alheia a tudo e baloiça com mais força ainda
Os pessoas que vivem o seu dia-a-dia sem medo
O Vesúvio que pode explodir a qualquer momento
A guerra no Médio-Oriente ….
O escritor é aqui um iluminado, um inspirado pelo espírito da própria linguagem, linguagem que está também tecida de descontinuidades, cuja natureza dialogada tem menos expressão do que o longo monólogo interior, como se, no absurdo do conhecimento, existisse a consciência de que se fala para um interlocutor que não quer ser informado, um interlocutor que existisse numa outra dimensão. O que se passa com a linguagem é o mesmo que se passa com as fórmulas matemáticas: constitui um mundo em si mesma. E exprime, antes de mais a sua própria natureza. Então, apenas alguns, iniciados ou eleitos, acedem, primeiro à natureza desse mundo, depois à sua capacidade simbólica.
Os artistas não são espelhos…quando muito são pedaços de catástrofes e por isso as sabem relatar tão bem.
Entre o nada e a catástrofe & Bónus: um pequeno conto de almofariz cor-de-laranja, e que a epígrafe diz: Aos pastéis doces das avós, para os netos e quem mais vier…
Sair para fora desses constrangimentos lembra a frase do livro anterior que seleccionei:
As lagartixas fazem-nos sempre sorrir.
Hugo Santos, um escritor novo duma escrita nova, dá início, com esta obra, a um percurso de excelência
sexta-feira, junho 16, 2006
Tertúlia - Clube Literário do Porto
Mindwalk, orientada pelo Prof. José Eduardo Reis - UTAD.
Participantes: Fransisco Laranjo, António Quadros Ferreira, Ramiro Teixeira, Francisco Saraiva de Sousa, Miguel Leitão, Celeste Natário, José Galvão, José Nuno Pereira Pinto, Fernando Almeida, Alexandre Teixeira Mendes, Hélia Saraiva, Hugo Santos, Maria Helena Padrão.
www.clubeliterariodoporto.org
quinta-feira, maio 25, 2006
Dia 3 de Junho, pelas 16:00 - Sessão de autógrafos na Feira do Livro
Entrevista (EDITONWEB.COM)
domingo, maio 14, 2006
Munições Para Um Diálogo V
O olho não vê mas o coração sente
Na luz branca da manhã
O Bailado alucinante de todas as cores
Unidas, escondidas
Camufladas no foco branco
Cantando a melodia do espaço
Revelando a forma dos corpos num banho
De purificação e amor.
No Uno o divisível
Reconvertido ao Uno.
Assim se mostra a luz branca
Assim se desvenda o seu mistério
Enquanto a chuva lava a terra
E o sol por entre ela baila
Em pequenos milagres
Nos arco-íris de mil cores.
E a ponte entre o nada e o todo se cumpre
Entre a luz branca e una e o silêncio da escuridão que aguarda
Numa espera silenciosa e saudosa
Onde tudo se encontra sem que se veja
No negro da noite.
Eu sou para ti e tu para mim.
Os opostos completam-se.
Sempre um eterno silêncio
Por entre os cambiantes musicais das cores.
Sempre um eterno silêncio
Na escuridão que murmura.
Paradoxos.
A luz rasga o espaço como faca afiada
Deixa versos dispersos pelas silhuetas das coisas
No tempo ínfimo que por lá passa
Quase sem tocar
Reflectindo-se em fuga
Sem nunca se apanhar.
Deixa apenas leves impressões
Nos olhos deliciados de quem vê.
E o que foi voltará a ser de outra forma.
O ciclo repete-se.
O que te quero dizer
Está escondido na luz branca da manhã
E na escuridão da noite
Decompõe-se a luz nos cambiantes que se conhecem
Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil, Violeta.
Mas não se destrói a poesia das cores.
A luz una e branca continua a encantar
Na noite escura e fria
O destino dos poetas.















